A História do Relógio destruido em Brasília em atos anti democráticos dia 8 de Janeiro de 2023
A História do Relógio destruido em Brasília em atos anti democráticos
O relógio de pêndulo foi fabricado pelo relojoeiro francês Balthazar Martinot - há uma assinatura dele gravada na máquina - com design de André-Charles Boulle. Ambos atendiam a corte de Luís XIV o absolutista, na França, apelidado de "o Grande" e "Rei Sol". A peça teria sido fabricada no fim do século XVIII e vindo para o Brasil com D. João VI,quando o monarca fugiu de Lisboa para evitar as tropas de Napoleão em 1808.
Considerado raro, o relógio ficou desfigurado depois da passagem de centenas de golpistas pelo Palácio do Planalto. Os ponteiros e números foram arrancados. E uma estátua de Netuno que ornamentava o topo da peça foi arrancada.
Em 2012, o relógio havia passado por uma restauração depois de ter sido resgatada de um depósito do governo federal. Quando a peça foi encontrada, havia uma fenda na parte superior e faltava a estátua de Netuno. Naquela altura, uma licitação foi realizada para contratar um especialista e fazer a peça voltar a funcionar.
Na época da restauração, o jornal "Valor Econômico" publicou uma reportagem sobre o relógio. Na época, a Direção de Documentação Histórica da Presidência investigava se a peça fora dada de presente para d. Pedro I ou d. Pedro II, ou um presente do Conde d'Eu para a Princesa Isabel. Este relojoeiro fabricou apenas dois modelos deste tipo. O outro, que tem metade do tamanho do oferecido ao Brasil, está exposto no Castelo de Versalhes, em França.
O restauro do exemplar de Brasília é considerado "muito difícil" por Rogério Carvalho, encarregado do Património dos Palácios Presidenciais, citado em nota à imprensa.
Biografia
Luís XIV (1638-1715) foi rei da França entre 1643 e 1715 um período de ouro da história francesa. Foi chamado de rei Sol, pelo brilho de sua corte. Construiu o Palácio de Versalhes e o transformou no centro da vida da corte e do Governo. Nasceu em Saint-Germain-em-Laye, Yvelines, no dia 5 de setembro de 1638. Era filho de Luís XIII e de Ana d’Áustria, infanta da Espanha. Luís XIV herdou o trono do pai em 1643 aos 5 anos de idade. Durante a menor idade, sua mãe Maria Adelaide de Saboia, foi a regente do país sob a supervisão do primeiro ministro o "cardeal Jules Mazarino".
O cardeal foi também tutor e com isso ensinar ao jovem a arte da diplomacia. Em 1648, aos dez anos, Luís XV vê uma revolta que marcou fortemente traços da sua personalidade.
A revolta da “Fronda” que foi liderada por magistrados, pelo parlamento de Paris, pelos nobres e contou com a participação de ponderáveis parcelas populares, fazia oposição aos direitos e decisões reais. A guerra civil que se estendeu por cinco anos. Ele viu a evolução da revolta e seu sufocamento pela habilidade política de Mazarino. O cardeal passou a ser visto por Luís XIV como o homem que salvou tanto o país quanto a coroa das ameaças da Fronda.
Vencida a revolta, Mazarino organizou para o monarca uma enorme máquina administrativa, na França, que desde então representou um dos principais elementos de poder da monarquia. Entre as regras, era fundamental evitar que qualquer homem do reino ascendesse a proporções tão elevadas que pudessem transformá-lo em perigo para a segurança do estado.
Em seu futuro governo não havia grandes oportunidades para a nobreza, o poder máximo seria do rei e ele com 15 anos já se preparava para ser um futuro autocrata.
Embora proclamada sua maioridade em 1651, aos 13 anos, o governo da França ficou por mais 10 anos ainda nas mãos de Mazarino.
No ano de 1661 o cardeal Mazarino morre e Luís XIV assume imediatamente as rédeas do governo. Escolhe o “Sol” para embelezar o emblema de seu governo e declara a seus ministros que pretende assumir toda a responsabilidade de governar o país.
Luís XIV se achava um representante de Deus na Terra e considerava pecado a desobediência e a rebelião. Fortaleceu o absolutismo monárquico e tinha controle total sobre o governo.Durante os anos de seu reinado, a França conheceu o período de maior poderio militar, uma prosperidade econômica, progresso científico, e excelência artística.
Apaixonado das artes, o rei tornou-se protetor de artistas e literatos. Pascal, La Fontaine, Racine e Molière são alguns dos escritores que fizeram da época de Luís XIV o período glorioso da literatura francesa.
As principais cidades do reino passaram por uma grande transformação, mandou construir jardins e monumentos por toda parte, a Academia de Arte e Institutos científicos.
No plano interno, as finanças foram postas em ordem pelo Ministro Jean-Baptiste Colbert, com uma série de medidas que encheram de ouro os cofres do Estado. Criou uma marinha mercante, além de fábrica, estradas, pontes e canais.Em 1669, teve início a reforma e ampliação do palácio de Versalhes, edificado sobre um antigo pavilhão de caça de Luís XIII, tornou-se um gigantesco e luxuoso palácio, modelo para a vida na corte em diversos países europeus.
O Luís XV votava o mais profundo desprezo pelos tratados entre as nações. Na época, a França era de fato o país mais dinâmico e desenvolvido do continente. O povo francês estava convencido de que era natural impor sua dominação a todos os países.
O desejo de grandeza de Luís XIV ia desde a necessidade de humilhar o papa Alexandre VII até o de intervir na sucessão de Filipe IV, da Espanha.
Reivindicava o trono espanhol para sua mulher, Maria Teresa. Em uma rápida campanha, “O Rei Sol” conquista Flandres e o Franco Condado.
A Holanda é atingida, forma uma aliança com a Inglaterra e a Suécia, contra Luís XIV. Ele assina a paz, mas é vantajosa: garante-lhe novos territórios.
Aos poucos, a fronteira de norte a leste se consolida, a Europa humilhada com a intimidação do “Rei Sol”, começa a se levantar contra sua ambição.
Mesmo assinando um tratado de paz, foram anexados Estrasburgo, Luxemburgo, Courtrai, Dixmude e uma dezena de outras cidades. Manda também bombardear Gênova.
Em 1697, a França é obrigada a enfrentar uma guerra defensiva no reino, contra a poderosa coligação de vários países. A França é literalmente arrasada na batalha de Hogue. Na paz assinada em 1697, a França fica em posição de inferioridade.
Novas guerras são lançadas por Luís XIV, mas a falência do poderio militar é visível e a situação financeira e social é crítica. Os esforços de guerra levaram o povo à miséria.
O tesouro estava vazio, os campos empobrecidos, a nobreza arruinada e o progresso industrial cerceado pelo exílio de técnicos, artistas e artesãos protestantes, amplamente perseguidos.
Apesar de tudo, Luís XIV inicia novas guerras, mas os resultados são desastrosos. Das conquistas territoriais, pouco resta. Depois de ter atingido a mais alta glória, a França era agora a imagem da decadência.
O Rei Sol arrependia-se amargamente disso. Perto da morte, olhou para o bisneto, que viria a ser rei da França, e lhe disse:
“Amei a guerra, não me imite nisso, nem nas grandes despesas que fiz.”
Luís XIV faleceu em Versalhes, França, no dia 1 de setembro de 1715.
CREDITO: EBIOGRAFIA E METROPOLES.COM
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