CARRO ELÉTRICO NOS ANOS 80 NO BRASIL: Conheça a história do Gurgel Itaipu

 CARRO ELÉTRICO NOS ANOS 80 NO BRASIL: Conheça a história do Gurgel Itaipu

 O gurgel Itaipu, que era abastecido direto na tomada isso há mais de 40 anos..O primeiro carro elétrico projetado e construído no Brasil.o João do Amaral Gurgel, engenheiro mecânico e eletricista, já era um pioneiro na indústria nacional de carros por aqui a mais de 4 décadas atras. Com um metro e quarenta de altura, dois lugares, carroceria em fibra de vidro e tubos de aço, o pequeno gurgel Itaipu tinha motor elétrico e dez baterias de 12 volts cada uma. O que gerava uma potência de apenas quatro cavalos e meio. Para abastecer, era só ligar na tomada e esperar. Eram 10 horas de carga completa para rodar aí por umas duas horas ou cerca de 60 quilômetros. Ou seja, ele não tinha muita autonomia, não. Era preciso recarregar o tempo todo, mas era econômico, silencioso e não poluía o meio ambiente. 


A tecnologia necessária para aqueles tempos difíceis, da primeira crise internacional do petróleo, nos anos 70. As questões geopolíticas, como as guerras no Oriente Médio, levaram a um aumento absurdo no preço dos barris de petróleo e até à interrupção do fornecimento dos países árabes para a Europa e para os Estados Unidos. No Brasil, a saída encontrada para reduzir a dependência da gasolina foi a criação do Proálcool, um programa adotado em 1975 pelo governo para estimular o consumo de álcool combustível. Afinal, o país já era historicamente grande produtor de cana de açúcar. Só que nenhum automóvel da marca Gurgel era a álcool. E o carrinho elétrico foi batizado de Itaipu por causa da usina hidrelétrica do mesmo nome, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, e que foi construída naquele período. O protótipo serviu de base para um outro modelo alguns anos depois, que era mais robusto. Essa espécie de kombi ou de furgão, o gurgel Itaipu E400, produzido em série e usado como utilitário, mas que foi vendido em pequenas quantidades. Porque, apesar de econômico, só tinha 13 cavalos de força no motor elétrico. Com baterias muito pesadas.


Não era um carro de corrida mas dava pra rodar na cidade, assim, por uns 120 quilômetros até precisar de uma nova carga, que demoraria aí até oito horas. Mas esse foi um dos vários projetos do visionário engenheiro Amaral Gurgel durante quase 30 anos da montadora brasileira, que ficava na cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo. Empreendedor, ele pediu demissão do emprego e com 10 mil dólares no bolso se juntou aos sócios e acionistas para fabricar carros genuinamente nacionais. Inclusive nos nomes. Além do Itaipu, tinha o Xavante, o Ipanema e muitos outros. Da fábrica saíram cerca de 40 mil automóveis. Modelos arrojados e avançados para a época. Carros de serviço, e de uso militar. Carros de uso urbano. E que também foram exportados para quase todos os países latino americanos e até para a Arábia Saudita. A Gurgel não foi uma multinacional, mas era "muito nacional", como brincava o seu fundador. E a empresa chegou até a ganhar incentivo fiscal do governo, com um imposto bem menor para o carro compacto.O modelo BR-800, foi o único automóvel realmente 100% nacional. Lançado na década de 80. Só que os tempos começaram a mudar.Houve abertura de mercado e a concorrência das multinacionais levaram a fábrica da Gurgel a se endividar e, finalmente, fechar as portas em 1994. O fundador morreu em janeiro de 2009. E com ele, o sonho do carro genuinamente brasileiro. Inclusive aquele, que era só ligar na tomada. Nem parece que estamos falando do mesmo Brasil.




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