Curiosidades sobre banheiro na antiguidade: Muita coisa que você gostaria de saber
Curiosidades sobre banheiro na antiguidade: Muita coisa que você gostaria de saber
Por ordem cronológica vamos começar pelos antigos gregos, que se limpavam com pedra,pedaço de argila, cacos de cerâmica. O que devia machucar um pouco mais as partes sensíveis. Bom, aí vieram os romanos, que se limpavam com uma esponja na ponta de uma vara, e uma só, a mesma, que podia ser usada por várias pessoas.
Compartilhada nos banheiros públicos, que eram feitos com esses bancos compridos,muitos de mármore, com vários buracos para o sujeito se sentar lá ao ladinho do outro, trocar uma ideia sobre quem eram o favorito na próxima luta dos gladiadores.Os dejetos podiam cair no canal que corria ali embaixo e seriam levados pela água.
Em 315 depois de Cristo, Roma tinha 144 banheiros públicos.Desde o início, a humanidade usa mesmo que tem por perto para se limpar. É casca de fruta, neve,musgo, folha, palha, concha, enfim. Desde os anos 800 um tipo de papel mais higiênico foi inventado na China. Por volta do ano 1390, a família do imperador Wung-Hu, fundador da dinastia Ming, se limpava com grandes folhas de papel macio e cheirosinho. Na Idade Média, os camponeses faziam suas necessidades no mato ou até mesmo no rio.Havia ainda a "casinha" comunitária, que servia a todos. E em vários lares havia o penico, que era deixado ali no quarto, perto da cama. E depois de cheio, seria despejado do lado de fora ou esvaziado diretamente na fossa, que era basicamente um buraco no chão. Em certos locais, o conteúdo podia ser simplesmente jogado pela janela ou pela porta, azar de quem estivesse na rua.
Naquele período, era bom olhar para cima quando passasse perto de um castelo. Essa estrutura nas paredes, uma espécie de cabine, ficava suspensa sobre um fosso. A vista de cima era por um buraco no assento, mármore ou madeira. Inclusive, em 2013,nas ruínas do banheiro de um castelo no Chipre foram encontrados por pesquisadores, ainda alguns ovos de parasitas, de vermes das fezes dos cruzados. O que indica que esses bravos guerreiros, lá pelos anos 1200, eram infestados por lombrigas. Provavelmente pela higiene precária, e até a água e comida contaminadas. Muitos morreriam não nas batalhas, mas por desnutrição. Os mais ricos podiam usar o que chamavam de cômoda: uma caixa de madeira com assento,e uma tampa que cobria uma vasilha de porcelana ou de cobre lá dentro, para coletar os resíduos. Reis e rainhas às vezes cobriam suas cômodas com veludo,renda, e também tinham os troninhos alcochoados. Também era colocado ervas para disfarçar o mau cheiro. Johnn Harrington foi o inventou do primeiro vaso sanitário com descarga,ainda em 1596. Era uma cisterna elevada e um pequeno cano pelo qual a água corria para descarregar os dejetos.
Quase 200 anos depois, o escocês Alexander Cumming, que era relojoeiro e inventor desenvolveu o tubo em forma de S acoplado ao vaso para evitar os odores desagradáveis.E a gente agradece muito.Mas só em 1860, o encanador preferido da elite inglesa, Thomas Crapper aperfeiçoaria o projeto e fez uma empresa para que todas as caixas de descarga que começaram a ser instaladas nos banheiros Ingleses. Mas faltavam banheiros públicos suficientes para atender a todas as pessoas no século 19, quando a população aumentou bastante.
Em Paris, sem um toalete mais próximo, com um bom bidê, a bela dama fazia xixi na rua mesmo. Escondida por outra moça, mas observada de cima pelo rapaz. Londres superlotada sofreria com fedor das fezes, esterco, animais mortos e produtos
químicos jogados no rio Tamisa.Construiu um sistema de esgoto e reduziu bastante as doenças transmitidas pela água. No Rio de Janeiro, fossas eram até proibidas para não contaminar as águas subterrâneas. Não podemos esquecer da história dos (tigres) que eram Africanos escravizados que carregavam baldes de fezes nas costas fazendo uma especie de listras e Recife usou essa mão de obra até o fim do século 19. Nos Estados Unidos, desde os primeiros colonos, era costume usar por exemplo espiga de milho (sabugo) para se limpar, substituída depois pelas folhas dos catálogos e revistas que chegavam pelos correios. O conhecido Almanaque do Velho Fazendeiro já vinha com furo na parte de cima, para o pessoal passar um barbante e pendurar na casinha, para a hora da necessidade. Aos poucos, o papel higiênico foi sendo comercializado, mas ainda enfrentou muito a resistência dos americanos, que não queriam pagar para isso e também tinham vergonha de comprar o produto em público. Mas com a popularização dos vasos sanitários, a publicidade fez médicos e encanadores recomendarem o produto e convencer um mundo a se limpar assim. E, em menos de um século, os Estados Unidos transformaram algo descartável em indispensável.
Na França, os banheiros públicos evoluíram com o tempo de um ponto ao ar livre, para que os homens urinassem quase que na frente de todos na rua, até instalações bem bonitas mesmo como essa. E depois com tecnologia avançada. No Japão e em outros países já tem vaso inteligente que conversa com a gente, é autolimpante, tem sucção a vácuo, é controlado por aplicativo de celular, economiza água e energia, e tem sopradores de ar no lugar de papel higiênico porque a celulose está cara.Só é preciso um pouco de treino e certo equilíbrio, até nessas horas. Mas em várias partes do mundo, as pessoas ainda dependem de um balde com água, que nem sempre é encanada e que às vezes é escassa.
Banheiro publico dos Romanos
Privada acolchoada como descrito no texto acima
Espero que tenham gostado do trabalho de pesquisa.




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